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“Uma Estória Abensonhada” é um espetáculo do grupo Teatro Camaleão, do Rio Grande do Sul, dirigido por Eduardo Okamoto.
Em 1926, o rico comerciante Mohamed Pangi Pathel despende sua fortuna para festejar, em praça pública, o matrimonio de seu único filho. Festa igual nunca mais se veria naquelas paragens. Nos trinta dias de duração dos festejos, a ilha inteira vinha e se servia às arrotadas abundancias. Em final surpreendente, o ismaelita segreda-nos uma desculpa, revelando os motivos de tão inesperada celebração.
“Uma Estória Abensonhada” encena o conto “A Praça dos Deuses”, do escrito moçambicano Mia Couto. As origens deste processo criativo, no entanto, não se encontram na literatura, mas em apurada observação da realidade. No início do processo, não se trabalhou sobre uma ficção, mas se procurou conhecer histórias anônimas. Interagindo com moradores das cidades de Santa Maria e região (interior do Rio Grande do Sul), os atores coletaram causos, músicas, ações, gestos, maneiras de falar, receitas de bolo e de felicidade. Nestes encontros, entreviram centelhas de vida, pequenos milagres possíveis. Assim, intuiu-se: os fatos da realidade ordinária poderiam estimular a criação da realidade teatral – extraordinária!
“Uma Estória Abensonhada” procura, na maravilhação de um conto, uma utopia ainda possível para este inicio de século XXI. Assim, fingimos o teatro como encantamento; sonhamos a praça como local de encontros; inventamos o mundo como outro lugar possível – morada de deuses e, sobretudo, de humanidades.
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ficha tecnica
Atuação
Eduardo Colombo, Luciana Oliveira, Valéria Minussi
Direção, dramaturgia e iluminação
Eduardo Okamoto
Assistência de direção e Sonoplastia
Gabriela Amado
Cenografia
Teatro Camaleão, Eduardo Okamoto e Gabriela Amado
Figurino
Teatro Camaleão, Eduardo Okamoto e Gabriela Amado e Eveliny Pedroso
Programação Visual
Márcio Carvalho
Produção
Daniele Sampaio
Duração
60 min.





