animação

É ator, Bacharel em Artes Cênicas, Mestre e Doutor em Artes pela Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP, onde atualmente é docente. 

Estuda as relações entre o potencial expressivo do corpo e as suas relações com a produção dramatúrgica: dramaturgia de ator.  Esses estudos dialogam com a realidade social, histórica e cultural do Brasil. Assim, formula teoricamente suas práticas criativas como “dramaturgia de ator na intracultura”. Esses trabalhos são desenvolvidos em diálogo com diversos pesquisadores, entre eles: Newton de Souza, Suzi Frankl Sperber e Lume Teatro, Verônica Fabrini, Marcelo Lazzaratto. 

Em 2004, como resultado destes estudos, estreia seu primeiro solo: “Agora e na Hora de Nossa Hora”, dirigido por Verônica Fabrini. O trabalho foi apresentado em alguns dos principais festivais de teatro do Brasil e também no exterior: Espanha (2006 e 2013), Suíça (2006), Kosovo (2007), Marrocos (2008) – onde recebeu o prêmio de Melhor Interpretação Masculina do Festival Internacional de Expressão Corporal Teatro e Dança de Agadir -, Escócia (2011) e Polônia (2012). 

Em 2009, estreia o seu segundo solo, “Eldorado” – com dramaturgia do argentino Santiago Serrano e direção de Marcelo Lazzaratto. Pela sua atuação, Okamoto foi indicado ao Prêmio Shell como Melhor Ator. Neste mesmo ano, é contemplado com o Programa de Ação Cultural do Estado de São Paulo para circular com o projeto “‘Eldorado’ rumo à Eldorado”, percorrendo as cidades visitadas durante a pesquisa de campo durante a criação do espetáculo: Miracatu, Cananéia, Iguape e Eldorado. 

Em 2010, recebe o Prêmio Myriam Muniz, do Ministério da Cultura do Brasil, que financia uma mostra com o repertório de seu trabalho (dois solos, espetáculo sob sua direção, curso, demonstração de processo de criação e lançamento de livro) em cinco capitais brasileiras: Natal, Belém, Goiânia, Belo Horizonte e Porto Alegre. 

Ainda em 2010, estreia “Chuva Pasmada”, em parceria com o Grupo Matula Teatro, nomeado a outra distinção: Melhor Elenco no Prêmio Cooperativa Paulista de Teatro.Ainda neste ano, é contemplado com o Prêmio PROCULTURA 2010, em parceria com outros 3 coletivos teatrais, para a circulação de obras teatrais baseadas no escritor moçambicano.  

Em 2011, ano em que a Chacina da Candelária completou 18 anos – o exato tempo em que o brasileiro atinge a maioridade, seu suposto amadurecimento, enfim -, é novamente contemplado com o Programa de Ação Cultural do Estado de São Paulo com o projeto “Agora e na Hora de Nossa Hora_18!”, onde circulou por 7 cidades paulistas em 18 sessões. 

Além destes trabalhos, já participou de elencos de diversos espetáculos, destacando-se: “Vizinhos do Fundo” (2002), “Versão Vida Cruel” (2003) e “Mr. K e os Artistas da Fome” (2004), dirigidos por Verônica Fabrini; “Gosto de Terra” (2005), com direção de Lara Rodrigues; “Parada de Rua” (2008), espetáculo do Lume Teatro com direção do próprio grupo e de Kai Bredholt, do OdinTeatret;  “A Tragédia de Romeu e Julieta”, com direção de Marcelo Lazzaratto (2009). 

Neste momento, é ator convidado em “Recusa”, espetáculo da Cia Teatro Balagan, dirigido por Maria Thaís, cuja estreia ocorreu em 2012. O trabalho teve 5 indicações para o Prêmio Shell (incluindo a de Melhor Ator para Eduardo Okamoto e Antônio Salvador) e 6 indicações para o prêmio Cooperativa Paulista de Teatro (incluindo a categoria Melhor Elenco). Além disto, Okamoto e Salvador receberam o Prêmio APCA 2012 como Melhores Atores de Teatro.  

Em 2014, é mais uma vez agraciado pelo Prêmio Myriam Muniz, do Ministério da Cultura do Brasil, que financia seu mais novo solo:  “OE”. O trabalho é inspirado na obra do escritor japonês Kenzaburo Oe, tem direção de Marcio Aurelio e dramaturgia inédita de Cássio Pires. Com o financiamento do prêmio, realiza ensaios abertos e pré-estreias do espetáculo em São Paulo, Americana e Campinas. Em março de 2015, o trabalho estreia na Mostra do Festival de Teatro de Curitiba.    

Eduardo Okamoto ainda atua no campo da pedagogia, lecionando cursos de curta duração, projetos sociais (com crianças, adolescentes, idosos, líderes do orçamento participativo de Campinas e população de rua), no ensino formal e em curso profissionalizante de teatro. Já foi professor dos cursos de formação de atores da Universidade Federal de Santa Maria e da Escola Superior de Artes Célia Helena. 

A partir da sua experiência didática com meninos de rua, escreveu o livro “Hora de Nossa Hora: o menino de rua e o brinquedo circense”, publicado pela Editora Hucitec (2007). 

Desenvolve ainda trabalhos de preparação de atores, como na criação de “Bandido é quem Anda em Bando” (2011), da Cia dos Inventivos, no espetáculo “Hangar 14” (2007), de Paulo Braz, e na orientação de interpretação dos espetáculo do Módulo Aldeia FIT do Festival Internacional de Teatro de São José do Rio Preto (2008).  

Já realizou trabalhos para a TV Cultura (a minissérie “João Miguel” e o especial “A Cidade que nasce na Luz”). Atuou também curtas-metragens, destacando-se “Natureza Morta”, de Bruno Jorge (para ver o trailer clique aqui). Em abril de 2015,  vai ao ar pelo canal AXN sua participação na série “Santo Forte”, produzido pela Moonshot Pictures.