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É ator, Bacharel em Artes Cênicas, Mestre e Doutor em Artes pela Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP. Recebeu diversos prêmios, inclusive a indicação ao Prêmio Shell de Melhor Ator, em 2009 – um dos mais prestigiosos reconhecimentos do país.
Estuda as relações entre o potencial expressivo do corpo e as suas relações com a produção dramatúrgica: dramaturgia de ator. Esses estudos dialogam com a realidade social, histórica e cultural do Brasil. Assim, formula teoricamente suas práticas criativas como dramaturgia de ator na intracultura. Esses trabalhos são desenvolvidos em diálogo com diversos pesquisadores, entre eles: Newton de Souza, Suzi Frankl Sperber e Lume Teatro, Verônica Fabrini, Marcelo Lazzaratto.
Em 2004, como resultado destes estudos, estreia seu primeiro solo: “Agora e na Hora de Nossa Hora”, dirigido por Verônica Fabrini. O trabalho foi apresentado em alguns dos principais festivais de teatro do Brasil e também no exterior: Espanha e Suíça (2006), Kosovo (2007), Marrocos (2008) – onde recebeu o prêmio de Melhor Interpretação Masculina do Festival Internacional de Expressão Corporal Teatro e Dança de Agadir -, Escócia (2011) e Polônia (2012). O trabalho mereceu reconhecimento na imprensa: “formidável interpretação” (Corrieri del Ticino, Lugano); com “linguagem corporal estonteante[...] é uma montagem capacitada para mudar o mundo” (Folha de São Paulo); “desempenho perturbador e comovente” (The Stage, Edimburgo); “[A performance de Okamoto] oferece uma experiência intensa e altamente emocional” (The Scostman, Edimburgo).
Em 2009, estreia o seu segundo solo, “Eldorado” – com dramaturgia em cooperação com o argentino Santiago Serrano e direção de Marcelo Lazzaratto. A sua atuação é indicada ao Prêmio Shell e recebe comentários da crítica: “A sensibilidade do intérprete encanta a platéia” e selecionado entre os “dez melhores espetáculos em cartaz” na cidade de São Paulo (Revista Veja); “Okamoto é absolutamente impecável.” (Painel Crítico do Festival Internacional de São José do Rio Preto).
Em 2010, recebe o Prêmio Myriam Muniz, do Ministério da Cultura do Brasil, que financia uma mostra com o repertório de seu trabalho (dois solos, espetáculo sob sua direção, curso, demonstração de processo de criação e lançamento de livro) em cinco capitais brasileiras: Natal, Belém, Goiânia, Belo Horizonte e Porto Alegre.
Ainda em 2010, estreia “Chuva Pasmada”, em parceria com o Grupo Matula Teatro, nomeado a outra distinção: Melhor Elenco no Prêmio Cooperativa Paulista de Teatro.
Além destes trabalhos, já participou de elencos de diversos espetáculos, destacando-se: “Vizinhos do Fundo” (2002), “Versão Vida Cruel” (2003) e “Mr. K e os Artistas da Fome” (2004), dirigidos por Verônica Fabrini; “Gosto de Terra” (2005), com direção de Lara Rodrigues; “Parada de Rua” (2008), espetáculo do Lume Teatro com direção do próprio grupo e de Kai Bredholt, do Odin Teatret; “A Tragédia de Romeu e Julieta”, com direção de Marcelo Lazzaratto (2009). Neste momento, é ator convidado em “Recusa”, espetáculo da Cia Teatro Balagan, dirigida por Maria Thaís, cuja estreia está prevista para o segundo semestre de 2012.
Eduardo Okamoto ainda atua no campo da pedagogia, lecionando em cursos de curta duração, projetos sociais (com crianças, adolescentes, idosos, líderes do orçamento participativo de Campinas e população de rua), no ensino formal e em curso profissionalizante de teatro. Já foi professor dos cursos de formação de atores da Universidade Federal de Santa Maria e da Escola Superior de Artes Célia Helena e, em agosto de 2012, assume o cargo de docente do Depto. de Artes Cênicas da Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP.
A partir da sua experiência didática com meninos de rua, escreveu o livro “Hora de Nossa Hora: o menino de rua e o brinquedo circense”, publicado pela Editora Hucitec (2007).
Desenvolve ainda trabalhos de preparação de atores, como na criação de “Bandido é quem Anda em Bando” (2011), da Cia dos Inventivos, no espetáculo “Hagar 14” (2007), de Paulo Braz, e na orientação de interpretação dos espetáculo do Módulo Aldeia FIT do Festival Internacional de Teatro de São José do Rio Preto (2008).





